O que você pensa que é a verdade, talvez não seja o que eu penso — comentou Hugo: — Somos traduzidos em palavras. As palavras não querem dizer nada. Servem só para formar uma verdade comum a todos, que afinal não é de ninguém.
in “0 Encontro Marcado”
domingo, 13 de dezembro de 2009
Depois de um bom tempo sem aparecer...
Além de não escrever... Resolvi postar aqui um texto que li no blog "eu não sou indie", escrito pela @porsani. Texto lindo, lindo, que me identifico pacas em algumas passagens, mas resolvi compartilha-lo por inteiro, não só alguns trechos.
Enjoy! :)
Quero a sorte de um amor tranquilo
Sempre quis um amor tranquilo. Desesperei meus sentidos para chegar até a paz. Hoje o vivo e me estranho. Estranho nós dois. Esse silêncio dentro dos olhares barulhentos, cheios de sonhos e imaginações sobre o futuro. Confesso. Não estou acostumada a confiar nessas férias eternas. Nessa praia sem ondas e na minha música favorita. Vai ver é a ideologia do sofrimento. A culpa por ser feliz. Esse Deus monstro que nos apresentaram. Já acreditei Nele e em sua fúria inventada pelos homens. Na sua condenação sem justificativa e na sua raiva pelos pecadores. Ó quanta mentira! Meu olhar captura seus mais intensos sentimentos. O choro é a conseqüência de uma reação ocorrida lá dentro dos meus medos e ansiedades. Fique tranqüilo. As lágrimas são automáticas. Elas não me obedecem e eu acho transcendental quando elas escorrem sem eu querer. Encarar tudo isso é mexer com meu futuro. Se você é nostálgico, eu sou premonitória. A gente se completa. O passado, às vezes, dá as caras em forma de trauma. Minha falha é não saber colocá-lo em seu devido lugar. Mas vou melhorar, viver com você faz parte da minha evolução. Nossa calma me assusta. O amor tranqüilo é realmente novo para mim. Eu nunca acreditei muito nele. Quando me diziam: “um dia você encontra”, eu pensava: seria muita sorte conseguir.
E, talvez, eu seja mesmo alguém muito sortudo.
sexta-feira, 27 de novembro de 2009
Coisas que rondaram (ou ainda rondam) o meu 2009
Chego a me dar por conta que perdi tempo demais com coisas que não me enchiam o peito de satisfação em fazê-las. Em outras palavras, que me dessem tesão mesmo. E no fim, depois de algumas conversas, resolvi listar algumas delas, na tentativa de não cair no mesmo erro de não me ouvir novamente, porque, no geral, a gente sempre sabe...
1. Idealizei um futuro acadêmico para mim. Idealizei mesmo, fantasia extrema. E deixei de me dar por conta por um longo tempo que o visível estava aos meus olhos: Eu não tinha convicção do porquê eu estava ali. Aquilo não era a minha cara.
2. Desde o começo da faculdade eu me negava a sequer cogitar a possibilidade de ser professora de escola, e olhem no que deu: uma professora meio doida (que até problemas afetivos dos alunos resolve), mas completamente apaixonada pelo que faz mesmo com todas as crises educacionais existentes...
3. Muitas vezes me joguei para segundo plano profissionalmente, me achando só cheia de boa vontade, porém incapaz. Hoje coordeno um programa do Governo Federal na escola e ainda estou programada para assumir outra coordenação geral, de um programa mais foda ainda.
4. Em todos os relacionamentos que tive, sempre acreditei que todas as falhas fossem minhas, Todas. Tipo, todas MESMO. Baixa auto-estima faz isso com as pessoas. Hoje em dia não tenho a melhor auto-estima do mundo (ainda me boicoto, sei disso), mas já aprendi a lição de que em uma relação tudo é 50%-50%: saber que não fudeste com tudo sozinha já é um alívio pra mente.
5. Ainda sou muito inocente... Acredito demais nas pessoas, talvez mais do que elas acreditem nelas mesmas. Por acreditar demais... Me decepciono em dobro. Isso sei que ainda não consegui mudar nadica, mas ao mesmo tempo acho isso positivo: não sei se viveria tranquila achando que ninguém presta, criando muros em todos os relacionamentos. Acredito que ser inocente é o meu maior defeito e minha maior qualidade.
Essas coisas que listei provam que conseguimos deixar problemas menores nos dominarem de uma forma que esquecemos de priorizar as coisas simples, porém significativas e realmente transformadoras em nossas vidas.
[Sim, pois por mais que fique deprimida em alguns momentos ainda continuo sendo a velha Pollyanna de sempre e tendo esperança em tudo. Graças a Deus!]
terça-feira, 24 de novembro de 2009
Principal constatação do dia
Pra nos provar todo dia que plenamente sozinhos não servimos para nada. Fazemos o básico sozinhos, mas em algum momento sempre precisamos de uma mãozinha.
Podem chamar de filosofia tosca, mas hoje isso me fez um sentido do caramba! =P
domingo, 22 de novembro de 2009
"My blueberry nights"

Sabem sensação de dejavú? Aquela coisa que nos bate, e que do nada percebemos que a cena nos é familiar, mas não sabemos de onde? Hoje foi um dia repleto de sensações do tipo para mim, mas as coisas dentro de mim se potencializaram depois de assistir o filme "My Blueberry nights".
Esse filme já foi lançado há um bom tempo, e nunca o vi. Nunca fui atrás, nunca me interessei, simplesmente nunca tive curiosidade em vê-lo. Mas, após assisti-lo hoje, acho que fiz uma das melhores escolhas que poderia ter feito, visto que ele caiu como uma luva para as coisas que sinto atualmente. Entre as passagens que mais me tocaram, vai abaixo a transcrição da cena em que Elizabeth (Norah Jones) vai à procura de seu ex-namorado para se despedir dele, mas não consegue.
Não disse adeus.
Não disse nada.
Só fui embora.
No final dessa noite, decidi ir pelo caminho mais longo para atravessar a rua.
Essa cena em especial me gerou uma espécie de angústia, por me lembrar de posicionamentos afetivos que vivo reafirmando em minha mente, em meu cotidiano, mas cada vez sinto essas convicções com menos força. Sabe quando as coisas não parecem partir realmente de ti? Pois é. Me sinto falsa, uma fraude, e o pior: comigo mesma. É complicado se perceber com tantos sentimentos bons e não poder expô-los, presa numa carapuça que foi criada por alguém que muito levou na cabeça e um dia resolveu se proteger, e todos nós compramos a idéia por puro medo: de nos relacionarmos, de que os outros percebam que somos frágeis e que o ficamos ainda mais quando gostamos de alguém, de simplesmente corrermos o risco de levar um "não" na cara. E com isso me sinto enfraquecendo nas minhas decisões, correndo o risco imenso de me expor novamente e mais uma vez acabar magoada... Tô perdendo a carapuça que vesti. Como no texto que a Grazi escreveu hoje (no www.grozelix.blogspot.com), me sinto um daqueles bonecos do clipe do Chemical Brothers que ela se refere, mostrando algo por fora, mas escondendo o que há por dentro. Só que o que está por dentro tá berrando, e não posso e não quero deixar que isso venha à tona.
Cansei de me sentir uma fraude.
Mas preciso deixar as coisas voarem.
Ou seja: estou em busca do meu mei0-termo.
segunda-feira, 21 de setembro de 2009
Já que eu amo essa imagem...
Dica de som no dia da árvore

E vai também a dica do blog To Many Sebastians, com muitas músicas legais!
Enjoy!
domingo, 6 de setembro de 2009
Quintana
Voa um par de andorinhas, Fazendo verão. E vem uma vontade de rasgar velhas cartas, velhos poemas, velhas contas recebidas. Vontade de mudar de camisa, por fora e por dentro… Vontade… pata que esse pudor de certas palavras? Vontade de amar, simplesmente.
Sobre aquilo que nos fazem acreditar...
Tudo vem de encontro com a maldita necessidade de sermos aceitos. Já me peguei em diversas situações mudando comportamentos e ações por causa do que os outros poderiam pensar a meu respeito, e não ponderando as coisas que eu realmente queria para mim... A história da minha trajetória acadêmica segue nessa linha, visto que, por ter sido "criada em laboratório" dentro da Universidade nunca problematizei se as coisas realmente faziam sentido para mim, e seguia a seqüência que meus professores, que se dizem não-essencialistas, julgavam NATURAL. Quando me vi voltando à realidade escolar como professora de ensino fundamental e AMANDO muito isso tudo, eu sei que só consegui pensar: como eu pude negar aquilo que é tão simples? Eu fiz uma tatuagem na nunca que simboliza justamente isso, por crêr que as coisas mais grandiosas que buscamos estão nas coisas simples e... Eu me neguei por conta de um "status" que as pessoas no meu entorno acreditavam ser melhor pra mim!
Joguei um exemplo meu atual ligado à vida profissional para exemplificar isso, mas enxergo horrores de situações semelhantes em minha vida afetiva. Mais uma vez a crença de que se mudarmos o que somos, o outro continuará contigo... Só que a gente esquece que no geral as pessoas se encantam com o que viram a primeira vez! Aquele amontoado de qualidades E falhas que agora queremos consertar, mas que naquele momento foram o teu diferencial perante os outros... Melhorar o que somos, sempre, mas mudar radicalmente... Pra quê?
No meio de todo essa furacão que ainda passo, só agradeço aos céus o fato de eu ter a opção de uma segunda chance para reescrever a minha história. Crises e conflitos internos serão necessários nesse caminho de mudanças E aceitações, mas que pela primeira vez eu realmente consiga ponderar o que eu tenho que MUDAR e o que eu tenho que MANTER. Como disse antes, sou um amontoado de qualidades e falhas, mas não posso deixar somente as falhas falarem por mim... Sou muito mais que isso. Todos somos.
sábado, 5 de setembro de 2009
Videogame
No mestrado tenho um colega que estuda como a concepção de inatividade do corpo ao se jogar videogame vem sendo radicalmente modificada com a criação do Nintendo Wii, e ontem tive a primeira experiência de ver pessoas jogando: cansaço, dores e suor, características atribuídas às práticas corporais e esportivas, apareciam em um jogo de videogame... Quando imaginaríamos que um console entraria para o "Mercado da vida ativa"?
A real é que ver aquela movimentação toda me deu saudade dos tempos em que eu passava madrugadas jogando Atari, Nintendo ou Mega Drive, videogames que eu tive aqui em casa na infância, e por conta disso resolvi procurar sites que disponibilizam jogos mais antigos para jogar no computador. Aí vão alguns "achados":
1. Jogos de Atari, com inúmeros clássicos para se jogar online;
2. TOP 100 jogos de Nintendo NES para jogar no computador sem download;
3. Nintendo8.com, com clássicos da Nintendo na versão 8-bit;
4. Tocando.org, com dicas de como baixar rooms e emuladores para Mega Drive;
5. Sociedade Digital, com download de várias rooms de Mega Drive.
Divirtam-se!
Selo Blog de Ouro

Valeu, shooshooa! Amei!
sábado, 29 de agosto de 2009
Duck Sauce (A-Trak & Armand van Helden) - aNYway
segunda-feira, 24 de agosto de 2009
E ainda tem quem ache que um remix piora uma música...
Linkzinho da musiquinha na versão de Gramophonedzie para fruição auditiva aqui!
The Kills - Tape song
A letra dessa música do The Kills (banda que descobri no youtube por acaso), por mais boba que possa parecer, me ajudou a extravazar quando eu tava precisando botar as coisas pra fora. Pode ser que seja esse clima meio de striptease que essa sonoridade tem que fez isso, até pq botar pra fora, literalmente, fica fácil assim! =P
You've got to
You've got to
You've got to
You've got to
Tape ain't gonna fix it
Honey, it ain't gonna stick
Tape ain't gonna fix it
Honey, it ain't gonna stick to you
Six kinds of glue
Won't hold you
Won't hold you
Oh my oh, oh my
You've got to
You've got to go straight ahead
You've got to, you've got to go straight ahead
Time ain't gonna cure you
Honey, time don't give a shit.
Time ain't gonna cure you
Honey, time's just gonna hit on you
I said time ain't gonna cure you
Honey, time don't give a shit
Time ain't gonna cure you
Honey, time's just gonna hit on you
You've got to go straight ahead
You've got to, you've got to to go straight ahead
Time ain't gonna cure you
Honey, time don't give a shit.
Time ain't gonna cure you
Honey, time's just gonna hit on you
I said, six kinds of blue
Won't hold you, won't hold you
Oh my oh, oh my you've got to
You've got to, you've got to
You've got to go straight ahead
You've got to, you've got to go straight ahead
quinta-feira, 20 de agosto de 2009
Sobre a Escola - Rubem Alves
Escolas que são gaiolas existem para que os pássaros desaprendam a arte do vôo. Pássaros engaiolados são pássaros sob controle. Engaiolados, o seu dono pode levá-los para onde quiser. Pássaros engaiolados sempre têm um dono. Deixaram de ser pássaros. Porque a essência dos pássaros é o vôo.
Escolas que são asas não amam pássaros engaiolados. O que elas amam são pássaros em vôo. Existem para dar aos pássaros coragem para voar. Ensinar o vôo, isso elas não podem fazer, porque o vôo já nasce dentro dos pássaros. O vôo não pode ser ensinado. Só pode ser encorajado.
Rubem Alves
terça-feira, 18 de agosto de 2009
Assunto do momento....
Se você sente os seus lábios ardentes como brasas,
Se você sente a sua respiração se agitar,
Se você vê nos seus olhos um brilho febril...
sai de perto dela,
ELA TEM GRIPE SUÍNA!!!!!!
segunda-feira, 17 de agosto de 2009
domingo, 16 de agosto de 2009
Rubem Alves
Não aprendi isso nos livros. Aprendi prestando atenção
in “O AMOR QUE ACENDE A LUA – Se eu fosse você”
Fernando Sabino
Caio Fernando Abreu
Ninguém é capaz de compreender um dragão. Eles jamais revelam o que sentem. (…) já que o dia e a noite deles acontecem para dentro.
in “Os Dragões não Conhecem o paraíso”.
(postei dia desses no twitter, mas acho que o momento é propício para repetir essa passagem)
Pra ouvir Daft Punk de uma forma diferente...
E voltando ao tudo novo...
Tudo novo
E pra recomeçar os trabalhos devagar, vai um trecho do Rubem Alves que li no blog Poetriz... Passagem fantástica e realista.
Relata-se que São Francisco – a quem muito amo pregava aos peixes e às aves. Se a lenda é verdadeira imagino que os peixes e as aves, ouvindo a pregação do santo, riam e sorriam discretamente para não ofendê-lo. E isso porque não se pode pregar a seres perfeitos. Prega-se a seres imperfeitos para que eles se tornem perfeitos. Acontece que peixes e aves são perfeitos, são felizes naquilo que são. Peixes não querem ser aves. Aves não querem ser peixes. Mangueiras não pensam jabuticabas. Jabuticabeiras não pensam mangas. Fico pasmado, olhando uma jabuticabeira florida no Dali. Pobrezinha, teve galhos cortados, ficou espremida entre paredes. Mas ela tudo ignora. Está coberta de flores brancas. É como se tivesse caído neve. As flores têm aquele delicioso perfume de infância e pés descalços. As abelhas, atraídas pelo perfume, vêm e zumbem, zumbem … Assim é: cada bicho e cada planta estão contentes com o que são. São felizes no que são. Feuerbach, filósofopoeta sensível, observou sobre a desconhecida psicologia das plantas: “Se as plantas tivessem olhos, gosto e capacidade de julgar, cada planta diria que a sua flor é a mais bonita.” Esse não é o nosso caso. Somos os únicos seres que não estão contentes com o que são. Queremos ser diferentes. Por isso estamos infelizes e doentes.
Rubem Alves in “O AMOR QUE ACENDE A LUA - O Sermão das Àrvores”
segunda-feira, 20 de julho de 2009
segunda-feira, 13 de julho de 2009
Música
Desde pequena fui "musical", digamos assim... Meu lado bailarina me fez ter um ouvido bom para marcações de tempos, quebras musicais e detecção de algumas falhas, mas também fez ver o potencial que aquelas combinações de batidas possuíam. Ela me fazia vibrar, querer entrar no ritmo, me jogar ainda mais na batida. Meus irmãos foram os outros responsáveis pelas coisas que até hoje escuto, já que, na minha overdose de músicas infantis daquele período, eles que me mostraram os primeiros acordes de artistas que hoje em dia amo, como new order, depeche mode, madonna, the cure, entre muitos outros.
Passei por diversos modismos, assim como todo mundo, mas são as coisas que eu ouvia nos anos 80 que até hoje me marcam mais. Me lembro da 1ª vez que eu ouvi Stop!, do Erasure, num radinho indo para o serviço da minha mãe... Fiquei irritada porque tive que entrar no elevador e o rádio, obviamente, ficou sem sinal! Também me recordo do quanto dancei ao ouvir Pump up the jam, do Technotronic pela 1ª vez, em uma aula de jazz. Depois daquele dia, ouvia essa música à exaustão aqui em casa (não minha exaustão, e sim dos meus pais que não aguentavam mais aquele som berrando... hahahahaha). Justamente essas minhas tendências desse período é que me indicam muito do que curto hoje em dia, que me mostram com o quê vou endoidar em uma festa. E foram justamente as duas últimas festas que fui que me fizeram pensar em como a música muda o momento.
Amnésia - Cabaret do Beco - 09/07/2009
Durante um período da festa tive a oportunidade de subir junto ao DJ que estava tocando... Subi para fazer folia, dançar junto ali em cima, mas no meio da coisa comecei a ouvir a música que tocava. Olhei para a lista de possibilidades e vi que a batida de uma que eu queria encaixava. Pedi. Ele tocou. O povo dançou. Fiz isso mais uma vez. Again. And again. And again... No total escolhi seis músicas, e saí lá de cima faceira, pois não tinha esvaziado a pista! hahahhaahaha! Fiz as pessoas curtirem aquele momento, e isso foi legal.
NEON@Cabaret do Beco - 11/07/2009
A NEON efetivamente é a minha festa preferida, e mais uma vez, neste sábado, se provou o porquê: saí do Cabaret às 7h da manhã, meio contrariada, pois mesmo com as dores nos pés queria continuar dançando. Nunca uma NEON é igual à outra, e principalmente as atrações de fora, com o melhor que temos na cena nacional (e internacional aka. Greg Wilson) que dão o diferencial à festa. Se bem que... Os méritos do bom som foram todos dos residentes Cevallos e Ka-hara nessa última edição! xD
Resumo da ópera, depois de tanto falar em um dos textos mais prolixos que já escrevi... ahhaahahahahahaa: a música mais uma vez salvou meu fim de semana. Mesmo com todo o cansaço que noitadas geram, comecei a semana RENOVADA. Já baixei quilos de mp3's hoje, fora alguns álbuns que amo e perdi com essa pane no meu desktop. Mas o que bem sei é que me conforta saber que sempre quando as coisas apertam, sempre existe uma batida que ajuda a te salvar. ;)
quinta-feira, 2 de julho de 2009
Religião
Tive uma formação católica apostólica romana: fui batizada, fiz comunhão, crisma, participava de movimento de jovens cristãos e tudo o mais... Até que em um momento nada mais fez tanto sentido assim pra mim, e acabei me tornando meio agnóstica. A única lembrança de momentos religiosos boas que me lembro não vêm da Igreja, e sim de uma casa espírita kardecista que minha mãe me levava.
Minha mãe diz que sou mais espiritualizada do que eu mesma imagino, e em alguns momentos também acho isso. Crença religiosa é o tipo de coisa que muitas vezes questionamos e paramos pra refletir qual o real sentido... Mas tem que ter realmente algum sentido?
Hoje foi aniversário de 30 anos da escola que eu trabalho, e para celebrar, entre outras atividades, foi celebrada uma missa. No começo me irritei por coisas pequenas que aconteceram, como a insinuação de que o fato de eu tocar Michael Jackson a pedido dos alunos fosse uma tremenda heresia: "Carol, desliga isso, o padre chegou, pelamordedeus!" era o que eu ouvia, e a única resposta que tive tempo de dar foi "e desde quando que música não é celebração da vida também?". Pra mim religião alguma tem sentido se não tiver a vida como foco... E no fim isso ficou marcado em mim.
Entre tantas passagens bíblicas lidas, músicas cantadas, comunhão, e assim vai, continuava vendo tudo como algo totalmente sem sentido. Nada me tocava. Nada. Mas duas situações aconteceram e uma delas quase me fez chorar... A primeira foi uma aluna, evangélica, que parou ao meu lado e começou a cantar um dos hinos. Ela tem uma voz maravilhosa, e mesmo achando a letra não tão boa quanto as da Igreja que ela frequenta, ela cantava. Cantava do meu lado, baxinho, pois tem vergonha que os outros escutem a voz dela. Ela tem uma história de vida horrenda, que faria qualquer um se largar, mas não: na crença em algo divino é que ela encontrou forças pra tocar o barco, e assim o faz muito bem, obrigado! Até que ponto todos nós não tocamos o barco também por no fundo acreditarmos em algo maior?
Por que simplesmente não passamos a acreditar mais em nós mesmos e nas pessoas que nos amam e nos rodeiam? Por que não acreditamos que as coisas boas da vida, que nos dão prazer, que nos fazem rir podem ser formas de celebrarmos o que temos e que não sabemos até quando vamos ter? Acho que religião acaba sendo um assunto tão complicado pra mim por não ver tanto sentido em pensar e crêr no que pode ser. Acho que se cada um depositasse essa fé um pouquinho em si, as coisas funcionariam muito melhor.
quinta-feira, 25 de junho de 2009
R.I.P. Michael Jackson...
Década de 90. Não surgiram mais tão boas músicas dele como nos 80's... Foram se acumulando escândalos... Embranquecimento... Diminuição do nariz... Mas nada disso diminuiu em momento algum o título de Rei do Pop.
Havia passado um certo tempo sem ouvi-lo, mas desde 2007 voltei a procurar o som dele com mais frequencia após ser embalada em uma festa com "Rock with you": música que chega a me dar uma sensação de levitação quando a escuto de olhos fechados. Hoje em dia ele é presença obrigatória no meu player, é meu principal companheiro nas viagens de trem diárias.
Ouvir sobre a morte dele me soou meio bizarro: é estranho ver teus ídolos morrerem. Tu espera que muita gente vá antes, mas não o cara que cresceu profissionalmente com a tua geração (que nesse momento literalmente crescia). Admiro demais o trabalho dele nos antigamentes, é triste pensar nas coisas que ele passou (tanto que estava já deformado agora no final da sua vida), mas... Acho que ele ganhou o descanso dele.
quarta-feira, 24 de junho de 2009
Do José Saramago
«A viagem não acaba nunca. Só os viajantes acabam. E mesmo estes podem prolongar-se em memória, em lembrança, em narrativa. Quando o viajante se sentou na areia da praia e disse: “Não há mais que ver”, sabia que não era assim. O fim da viagem é apenas o começo doutra. É preciso ver o que não foi visto, ver outra vez o que se viu já, ver na Primavera o que se vira no Verão, ver de dia o que se viu de noite, com sol onde primeiramente a chuva caía, ver a seara verde, o fruto maduro, a pedra que mudou de lugar, a sombra que aqui não estava. É preciso voltar aos passos que foram dados, para os repetir, e para traçar caminhos novos ao lado deles. É preciso recomeçar a viagem. Sempre. O viajante volta já.»
Perdas e ganhos
Nessa segunda-feira removi um incômodo de meses da minha vida: um dente. O siso. É, como alguns dizem, perdi o juízo de vez. O doido desses momentos é o olhar pro entorno e ver quem está do teu lado... E muito feliz fiquei em ver que os ganhos foram muitos, e no quanto posso me sentir abençoada por ter pais, amigos e alunos tão carinhosos.
Só que a perda de um dente, uma coisa boba até, me fez ficar pensando nas perdas e nos ganhos ao longo da vida, e no quanto elas são necessárias para que possamos crescer e enxergar as coisas por outro prisma.
Tive uma ruptura complicada no ano passado. Não me arrependo da minha atitude de me afastar, até porque justamente isso me trouxe um universo de pessoas e aprendizagens maravilhosas. Me conheço mais, sei melhor com quem posso contar, sei muito melhor o que quero, minhas concepções de amizades mudaram e até o fato de em alguns momentos estar me sentindo mais frágil tem me sido positivo, pois eu não sou a rocha impenetrável que as pessoas muitas vezes acreditam que eu seja por sempre procurar estar alegre. É, já dizia o Wander Wildner, "eu não consigo ser alegre o tempo inteiro", só que vejo que aos olhos dos outros, é isso que aparento ser SEMPRE. Sou feliz, sim, não tenho do que reclamar da minha vida, mas também tenho minhas quedas em alguns momentos. Bem, prefiro ser vista como a constantemente alegre do que como a constantemente depressiva, isso é fato.
Mas é justamente a ruptura do ano anterior que tá fazendo lidar melhor com a ruptura que passo há quase um mês. Putz, quase um mês... Acho que foi a primeira vez que me dei por conta do tempo que já passou! E aí vem o principal: a vida passa, ganhamos em muitos momentos, perdemos em muitos outros, mas dificilmente paramos pra olhar pra trás e realmente avaliarmos nossas falhas em todos os processos, para efetivamente mudarmos o que queremos. Deixamos nosso orgulho tomar conta ao invés de simplesmente resolvermos aquilo que nos atormenta. Deixamos, principalmente, que o medo de ouvir o que não queremos tome mais conta ainda da situação. Assim, aquilo que já foi numa grande perda acaba se tornando uma perda ainda maior... Os mal-entendidos tomam conta de tudo de vez... E as coisas legais se perdem.
Em inúmeras conversas com a Mel e, principalmente, em uma conversa com o Enzo no fone, no final de semana, me caiu a ficha de que não quero ver mais coisas legais se perderem. E já decidi que a minha parte vou fazer na primeira oportunidade que eu tiver. Preciso disso... Preciso somente saber que tentei ajeitar tudo... Mesmo que muitas coisas tenham se perdido nesse caminho... Mas não quero ficar com essa sensação de decepção. E não vou.
Thanks pai e mãe, pelo amor e cuidado.
terça-feira, 16 de junho de 2009
Are losing theirs and blaming it on you,
If you can trust yourself when all men doubt you,
But make allowance for their doubting too;
If you can wait and not be tired by waiting,
Or being lied about, don't deal in lies,
Or being hated, don't give way to hating,
And yet don't look too good, nor talk too wise:
If you can dream - and not make dreams your
If you can dream - and not make dreams your master;
If you can think - and not make thoughts your aim;
If you can meet with Triumph and Disaster
And treat those two impostors just the same;
If you can bear to hear the truth you've spoken
Twisted by knaves to make a trap for fools,
Or watch the things you gave your life to, broken,
And stoop and build 'em up with worn-out tools:
If you can make one heap of all your winnings
And risk it on one turn of pitch-and-toss,
And lose, and start again at your beginnings
And never breathe a word about your loss;
If you can force your heart and nerve and sinew
To serve your turn long after they are gone,
And so hold on when there is nothing in you
Except the Will which says to them: 'Hold on!'
If you can talk with crowds and keep your virtue,
' Or walk with Kings - nor lose the common touch,
if neither foes nor loving friends can hurt you,
If all men count with you, but none too much;
If you can fill the unforgiving minute
With sixty seconds' worth of distance run,
Yours is the Earth and everything that's in it,
And - which is more - you'll be a Man, my son!
Eu não sei qual a origem, mas essa imensa mensagem me veio de um amigo querido por demais e que tá me dando a maior força nesse momento tenso...
Aliás, muitos amigos tem me dado muita força, mas essa mensagem dele foi inesperada!
É sempre muito bom saber que temos gente do nosso lado.
^^
terça-feira, 9 de junho de 2009
Guacira Lopes Louro, no livro "Um corpo estranho"
Eita frase com MUITO sentido, viu? ^^
segunda-feira, 8 de junho de 2009
You don't have a clue - Röyksopp
It's late in the night, dancing is done
The music has died, you're ready to run
But you don't have a clue, this party hasn't ended yet
Not for me and you, now you're just pretending
You're hiding from yourself,
Yes you are, yes you are
Like golden rays of sun in the cloud
We're meant to be one, I know we are
If I am the sky, then you are my star
Hey you don't have a clue, this party never ended
Not for me and you, I know you're just pretending
You're hiding from yourself,
Yes you are, yes you are
Like golden rays of sun in the cloud
I will make you see
Haven't you got, haven't you got it yet?
Just lay down for a while, next to me
Didn't mean to make you panic, didn't mean to put you off
Baby it's the way that you've got me
I listen to my heart and it takes you high
And you ask me how, can I show you how?
I need your love right now, now, now.
Oh, oh.
domingo, 7 de junho de 2009
Essa coisa de dois...
As palavras me fogem por saber de más interpretações da minha parte frente a algumas atitudes. Sinais errados que via antigamente e que, mesmo não os vendo mais há um bom tempo, eles são colocados à exposição como se ainda fossem um pensamento meu. Provavelmente as palavras me faltam por me sentir incompreendida. Por perceber que alguns de meus pensamentos/"gostares"/ações acabaram sendo apontados como coisas fúteis e egoísta da minha parte. Justo eu, a pessoa que tem como IMENSO defeito pensar mais nos outros que em mim... Que tenta viver a vida de uma forma meio Pollyanna, não fugindo dos meus problemas, mas não querendo que eles dominem a minha vida, as coisas que verdadeiramente me fazem sentido.
Tá na hora de corrigir isso.
Na marra.
Como tirar um esparadrapo.
É, imenso defeito meu querer tentar ser feliz.
sexta-feira, 22 de maio de 2009
Devaneios sobre a solidão (título by Lu)
e, se te consola, já muito me indaguei sobre a vida de um peixe
hahahaahhaahahaha
lu diz (21:41):
ahahah
ufa
nao sou so eu!
rsrsrs
Carolina diz (21:41):
não mesmo
tu acha que não penso pq um ser passa a vida num aquário?
Carolina diz (21:42):
pior é que ele não é um peixe de convívio em grupo
um macho mata o outro
lu diz (21:42):
pois é, isso que acho mais bizarro
e nao fica chateado de ficar sozinho
rsrsr
Carolina diz (21:44):
psé
mas talvez seja até pra nos ensinar que nessa vida sempre estamos sozinhos, por mais gente que tenhamos ao redor
Carolina diz (21:45):
os conflitos sao nossos, não dos outros
ou a gente se "suporta" na solidão, ou as coisas perdem o sentido
nossa
fui profunda again
hahahahahahaah
lu diz (21:47):
nossa
leu num livro?
rsrsrs
mas é bem verdade isso mesmo.
se a gente consegue ficar em silencio com a gente mesmo, sem fugas, que bom, pq dai sim está tudo bem
Carolina diz (21:48):
psé... quanto mais a gente corre do nosso rabo, mais o alcançamos
e o peixe tá ali...
paradinho
solito
na dele
na boa
em paz
por mais bizarra que a solidão nos pareça
pq nos acostumamos com o outro no entorno
que temos que ter o outro pra sermos felizes
Carolina diz (21:49):
que só existe felicidade sem solidão
e não equilibramos as coisas...
não nos ligamos que os dois lados são demais necessários
lu diz (21:50):
puxa carol
isso da um post
rsrsrsrs
lu diz (21:51):
Devaneios sobre a solidão
By Carol
rsrs
Carolina diz (21:51):
hauhauhauahauahauahauahua
tá, vou colar a coisa na íntegra no meu blog
HAUAHUAHAUAHAUAH
[Post rápido com a promessa de que farei um texto mais bonitinho... Mas é que esse livro sobre a construção do corpo a partir do surgimento da Ginástica Francesa no século XIX só me olha! haahahahha!]
domingo, 17 de maio de 2009
E voltou, então, à raposa:
- Adeus, disse ele...
- Adeus, disse a raposa. Eis o meu segredo. É muito simples: só se vê bem com o coração. O essencial é invisível para os olhos.
- O essencial é invisível para os olhos, repetiu o principezinho, a fim de se lembrar.
- Foi o tempo que perdeste com tua rosa que fez tua rosa tão importante.
- Foi o tempo que eu perdi com a minha rosa... repetiu o principezinho, a fim de se lembrar.
- Os homens esqueceram essa verdade, disse a raposa. Mas tu não a deves esquecer. Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas. Tu és responsável pela rosa...
- Eu sou responsável pela minha rosa... repetiu o principezinho, a fim de se lembrar.
[Antoine de Saint-Exupéry - O Pequeno Príncipe - cap. 21]
;)
domingo, 10 de maio de 2009
O peso das coisas
Comecei a assistir "O diário de Bridget Jones 2: no limite da razão" bem na cena em que ela está presa e recém tinha visto o Mark Darcy. Ao voltar pra cela, após um tratamento indiferente da parte dele, ela começa a falar como os homens são cruéis, insensíveis, monstros. Nisso, algumas tailandesas dão relatos de agressões sofridas por parte de seus companheiros, e ali a Bridget se dá por conta de quão boba foi, por levar demais em consideração pequenos "deslizes", como o fato dele dobrar as cuecas antes de dormir, ou não ter sentado ao seu lado em um jantar de gala.
Aí que está o X da questão: até que ponto não pensamos demais em coisas bobas e vivemos de menos?
Perdemos muito tempo pensando nas melhores ações, nas formas com que podemos não nos magoar e não magoar quem gostamos, nos caminhos que teriam sido trilhados caso algumas decisões fossem tomadas de forma diferente, nos estressando com bobagens diárias que poderiam ser tiradas de letra... Maldita racionalidade exacerbada que nos assola!
Sei que muito disso é reflexo do imenso medo que temos de sofrer nesse caminho todo, mas... Será que não tá na hora de começarmos a REALMENTE nos doarmos mais para as histórias que vivemos?
sexta-feira, 24 de abril de 2009
Cecília Meireles agora...
É preciso não esquecer nada:
nem a torneira aberta nem o fogo aceso,
nem o sorriso para os infelizes
nem a oração de cada instante.
É preciso não esquecer de ver a nova borboleta
nem o céu de sempre.
O que é preciso é esquecer o nosso rosto,
o nosso nome, o som da nossa voz, o ritmo do nosso pulso.
O que é preciso esquecer é o dia carregado de atos,
a idéia de recompensa e de glória.
O que é preciso é ser como se já não fôssemos,
vigiados pelos próprios olhos
severos conosco, pois o resto não nos pertence.
Olavo Bilac
Com tudo isso, resolvo que tenho que fazer algo por mim, pois não posso ficar mal, não devo ficar mal: saio da cama, tomo mais um paracetamol 750mg, coloco uma música gostosa, entro no MSN e vou pro google procurar poemas do Olavo Bilac, que foi assunto entre eu e uma amiga via twitter na tarde. Achei dois poemas que refletem muito do que sinto, penso, creio, espero, enfim... Muito do que tenho vivido e do que também acredito. Por conta disso resolvi postá-los, em um dia que as palavras não sabem com tanta facilidade da minha boca e que não quero escrever um imenso texto sobre as coisas que tem, de alguma forma, me feito sofrer. Prefiro que Olavo Bilac fale aqui sobre amar do que eu sobre tristezas. Afinal... Tudo passa, até a uva passa! ;)
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Via Láctea
"Ora (direis) ouvir estrelas! Certo
Perdeste o senso"! E eu vos direi, no entanto,
Que, para ouvi-las, muita vez desperto
E abro as janelas, pálido de espanto...
E conversamos toda a noite, enquanto
A via láctea, como um pálio aberto,
Cintila. E, ao vir do sol, saudoso e em pranto,
Inda as procuro pelo céu deserto.
Direis agora! "Tresloucado amigo!
Que conversas com elas? Que sentido
Tem o que dizem, quando estão contigo?"
E eu vos direi: "Amai para entendê-las:
Pois só quem ama pode ter ouvido
Capaz de ouvir e de entender estrelas".
Olavo Bilac
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Ao coração que sofre, separado
Do teu, no exílio em que a chorar me vejo,
Não basta o afeto simples e sagrado
Com que das desventuras me protejo.
Não me basta saber que sou amado,
Nem só desejo o teu amor: desejo
Ter nos braços teu corpo delicado,
Ter na boca a doçura de teu beijo.
E as justas ambições que me consomem
Não me envergonham: pois maior baixeza
Não há que a terra pelo céu trocar;
E mais eleva o coração de um homem
Ser de homem sempre e, na maior pureza,
Ficar na terra e humanamente amar.
Olavo Bilac
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PS: Só não consigo melhorar de vez esse meu humor por conta dos autodesligamentos do computador.... Blé!!!
terça-feira, 21 de abril de 2009
Ou corro ou fico parada
Muitas vezes corremos atrás de algo com tanta gana que esquecemos que também devemos deixar as coisas virem até a gente. Nos acostumamos a viver em um mundo onde sempre temos que correr atrás de tudo, mas e se também permitirmos que as coisas cheguem até nós? Não digo com isso que não devemos fazer a nossa parte, mas temos que conquistar e também sermos conquistados... E é justamente o limite entre minhas ações e meu exercício de paciência a minha briga interna atual.
A real é que tô vivendo um ano surpreendente, e que tem desconstruído algumas crenças minhas sobre muitas coisas... Ficar confusa e sem saber pra onde correr vai ser mais do que natural nesse processo, mas é justamente o fato de não ter a certeza de que eu preciso correr tanto assim que me invoca. Nesse momento tenho somente a certeza do que quero, do que me faz bem, do que me bota um largo sorriso no rosto com coisas simples, mas isso não basta sem haver alguma forma de ação ou de "não-ação" pra acalmar meus ânimos. E aí... Agir ou esperar, eis a questão!
No fim das contas, só sei que tenho que manter minha fé de que as coisas vão dar certo, da forma que tiverem que acontecer... Foco, negrinha, foco. E vamos tocando o barco, porque não dá pra esperar soluções imediatas quando as coisas não dependem só da gente.
sábado, 4 de abril de 2009
Real significação da beleza
Esse diálogo breve é o que mais tenho ouvido de uns tempos pra cá...
Sempre fui cheinha, mas cresci me achando a criatura mais obesa do mundo, mesmo pesando uns 15 quilos a menos em comparação aos dias de hoje. Essa distorção da minha imagem corporal se dava pelo mundo em que eu vivia: bailarina de jazz, vivia em espetáculos e festivais de dança, ao lado de bailarinas esquálidas que tornavam minha forma física de "mulher brasileira bem servida" comparada a um balão.
Larguei a dança aos 21 anos, e com o encerramento das pressões constantes para emagrecer, engordei... E bizarramente passei a me gostar muito mais, algo que eu não esperava! Dentro disso tudo, passei a perceber o encaminhamento que muitas coisas estavam dando na minha vida, e percebi que o que fazia me sentir mais bonita não era a minha forma, e sim a felicidade que andava transbordando de mim.
Atualmente, passei a emagrecer desde alguns acontecimentos do verão e, principalmente, após o retorno ao trabalho na escola. Calculo, por cima, uns 5, 6 quilos a menos... Não sinto a mínima vontade de comer em alguns momentos, e sei que isso é motivado por cansaço, desânimo para estudar pro mestrado e algumas sérias pendengas/confusões pessoais a resolver... E são nessas horas, onde horrores de pessoas aparecem dizendo que estou linda é que fico pensando: do que adianta uma certa "boniteza externa" se por dentro a batalha comigo mesma é dura demais e nada bela?
domingo, 15 de fevereiro de 2009
Depeche Mode - Enjoy the silence
Conversei algumas vezes com ele sobre a ressignificação de algumas músicas na minha vida. I'm like a bird - Nelly Furtado é uma das músicas dessa categoria, pois a ouvi pela 1ª vez enviada pela pessoa que eu era por demais apaixonada na época como uma espécie de "convite à ruptura". Doeu muito na época, muito mesmo, mas hoje em dia consigo ouvir a música com uma docilidade que nem compreendo... Talvez tenha sido ela que me ajudou a ter força pra passar por aquela fase. Talvez em alguns momentos as palavras naquela música passaram a ter um sentido muito maior pra mim e eu relaxei ao ouvi-la. Talvez eu simplesmente tenha me "curado" e aquelas palavras não significaram mais tanto assim... Não sei, mesmo. Mas ela estava ali, numa fase complicada, e hoje a canto com a maior felicidade do mundo.
Depois surgiu Cake - Love you madly. Essa música, de uma das minhas bandas preferidas, foi a que embalou a 1ª história que tive depois da anterior, e foi tudo tão intenso e rápido e único que NUNCA uma música fez sentido tão rapidamente. Ela até hoje me traz aquela explosão, aquela euforia do período, e por mais que coisas tenham me chateado nessa relação ela NUNCA me fez derramar uma lágrima. Ela ficou como uma recordação gostosa por demais de uma história que... Acabou tão rápido como começou, mas deixou marcas por demais.
Trajetória - Maria Rita foi outra dessas músicas. Não curto sambas e afins, mas baixei o CD dela para a minha mãe e em outro período afetivo FODA³³³ ela caiu no shuffle do Winamp. Não sei porquê eu dei uma chance praquela música, e ao terminar de ouvi-la caí chorando. Foi a letra de música que, até hoje, mais falou sobre um período meu, onde não aguentava mais ouvir as mesmas coisas sem perspectivas de efetivamente mudar os acontecimentos. O doido foi que passei alguns dias cantando e chorando aquela música que, de tão FORTE, repassei a um amigo que estava em situação semelhante e ele não conseguiu ouvir por completo. Não teve coragem de continuar pra não acabar como eu: chorando. Dias depois da descoberta dela, acabei com toda a história e tirei um peso que eu carregava há quase 3 anos. A primeira audição da música após o término foi de um alívio sem fim... Pela primeira vez chorei de felicidade com ela.
Agora o Depeche Mode me veio com força à cabeça. E o doido é que ela me vem mais como uma paulada, porque eu sabia onde tudo ia dar. Algo sempre me disse isso, e depois da noite de ontem que eu vi as minhas certezas/medos se concretizando na minha frente ela ficou ainda mais forte ecoando na minha mente. O que eu queria em alguns momentos era o silêncio, a falta das palavras ditas e interpretadas de forma errônea, a falta de ter que pedir e ouvir desculpas, a falta de "momentos de falta de acabamento", em alguns momentos nem ter ouvido tudo o que ouvi... E também ter ouvido tudo isso e mais um pouco. As coisas que ouvi possuem sim um significado intenso pra mim, mas também me trazem incertezas, medo de me iludir por me perder nas palavras... Só queria, como na letra de "Enjoy the silence" é que tudo o que eu preciso agora estivesse nos meus braços, sem palavras... Já que quando mal ditas elas podem fazer mal.
As quatro histórias tem algo em comum, mesmo com todas as suas imensas diferenças: são pessoas que talvez até hoje não tenham ideia do quanto me transformaram, da quantidade de coisas que me ensinaram, que me mostraram que não há o porquê tentar seguir em uma relação onde tu não seja amigo e não se orgulhe diariamente de quem está do teu lado, que me fizeram confiar no olhar, no toque, no silêncio. Mas no fim também foram quatro pessoas que me deixaram com a sensação de que eu sou "desistível", que eu não valho os esforços, que... Por mais que eu escute sempre as mesmas belas palavras, das quais não desacredito, a métrica final acaba sendo a mesma na minha cabeça: sou muito boa, mas não valho a pena o esforço.
Depois as pessoas não entendem o porquê de eu demorar a me entregar às histórias... Medo. Maldito medo. Do quê? Das palavras que aparecem no final.
quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009
Canção das Mulheres
[texto encontrado numa comunidade do orkut que dizem ser da Lia Luft, mas nunca tenho certeza de nada nesse mundo virtual]
Simplicidade
Tássia, eu e Rê no meu aniver do ano passado, exibindo as tatuagens!
Acordei em um dia meio lenta hoje, sem muita vontade de fazer nada. Não é depressão nem nada, só vontade de ficar em casa, vegetando ou fazendo coisas que gosto, sem pensar naquele bafo nojento que tá lá na rua. Como sempre, uma das minhas programações acaba sendo ficar horas em frente ao computador, procurando músicas e conversando no MSN... E por esse caminho a minha cabeça começa a viajar.
Passei a pensar em acontecimentos recentes na minha vida, e em como coisas pequeninas me fazem um bem do caramba. Ouvir um amigo contando uma história que tá se encaminhando bem, ler uma fofoca engraçada, achar uma música nova e gostosa, ver alguém que tu gosta bem, se dar por conta que tu pode fazer as coisas darem certo de uma forma tranquila, sem grandes estresses, ou como nessa foto mesmo ali em cima, onde eu estava comemorando meu aniver com pessoas queridas por demais e de muletas... São coisinhas tão babaquinhas que muitas vezes nem nos damos por conta da importância desses pequenos momentos quando eles acontecem... Por isso não foi à toa que tatuei simplicidade na nuca (okay, já descobri que tá errado o desenho, mas é o MEU significado e pronto), e esse pedacinho de pele taí pra me lembrar das pequenas coisas diariamente.
Ai, vou parar de escrever e continuar viajando pela casa... =P
domingo, 8 de fevereiro de 2009
Música tem o poder de mudar as coisas...
Tô num dia meio ajojada, acarentada, reflexiva demais, e colocar um som para ouvir até me fez ter cabeça para escrever. O fato é que odeio quando a solução para as coisas que me incomodam não estão nas minhas mãos, ou se estão ainda não enxerguei o caminho. Quero sempre ver as coisas darem certo, tanto pra mim quanto pros outros (e muitas vezes até acho que me esforço mais pelos outros que por mim), mas tenho percebido em mim uma certa falta de crença momentânea nas coisas... Sim, a Miss "Porta da Esperança" tá descrente. Tanto ando inquieta que não aguentei ficar toda a semana fora como tinha planejado, e acabei voltando pra agitação de Porto. Sabe a lógica do "cabeça vazia, morada do diabo"? Era como estava me sentindo em Maquiné, sem ter nada pra fazer em alguns momentos do dia... A solidão apertou demais, e percebi que não queria ficar sozinha naquele momento.
Uma vez assisti um filme brasileiro em que a atriz dizia para o ator, após ele dar um jeito de falar a todo instante, a seguinte frase: O silêncio te incomoda? Pois é, essa semana incomodou. E fez vir à tona coisas em mim que não tenho curtido... Acho que em parte é como um amigo disse, que quero sempre ter o controle das coisas, uma linha, uma base, uma direção nas minhas ações.
Bem, essa confusão toda só me mostra que preciso me mexer, definitivamente. O que eu posso, eu mudo, o que não posso... Me resta ter paciência e esperar que ou se resolvam com o tempo ou simplesmente passem.
quarta-feira, 28 de janeiro de 2009
I feel shot right through with a bolt of blue
It's no problem of mine but it's a problem I find
Living a life that I can't leave behind
There's no sense in telling me
The wisdom of a fool won't set you free
But that's the way that it goes
And it's what nobody knows
While every day my confusion grows
Every time I see you falling
I get down on my knees and pray
I'm waiting for that final moment
You'll say the words that I can't say
I feel fine and I feel good
I'm feeling like I never should
Whenever I get this way, I just don't know what to say
Why can't we be ourselves like we were yesterday
I'm not sure what this could mean
I don't think you're what you seem
I do admit to myself
That if I hurt someone else
Then I'll never see just what we're meant to be
Every time I see you falling
I get down on my knees and pray
I'm waiting for that final moment
You'll say the words that I can't say
Bizarre Love Triangle - New Order... Essa sim é a THE BEST OF!!!! Nunca vi uma música ter uma letra tão foda e ao mesmo tempo dar vontade de sair dançando enlouquecidamente!!
Mas fica também o vídeo da "versão fofinha"!
And why do you hang around?
I'm so sorry
I'm so sorry
Why do you come here
When you know it makes things hard for me?
When you know, oh
Why do you come?
Why do you telephone?
And why send me silly notes?
I'm so sorry
I'm so sorry
Why do you come here
When you know it makes things hard for me?
When you know, oh
Why do you come?
You had to sneak into my room
'just' to read my diary
It was just to see, just to see
All the things you knew I'd written about you
And so many illustrations
I'm so very sickened
Oh, I am so sickened now
It was a good lay, good lay
It was a good lay, good lay...
Suedehead - Morrisey... Definitivamente, uma das minhas músicas preferidas!
segunda-feira, 26 de janeiro de 2009
sábado, 24 de janeiro de 2009
Repetições...
Hoje novamente ouvi coisas que não imaginava, e isso me remeteu a histórias do passado. Infelizmente a gente tem a péssima mania de querer revirar aquele nosso baú velho que nem deveria mais ser aberto, mas como uma forma de tentar entender o que se passa lá vem ele à tona...
E ele VEIO.
Com força.
Me fazendo me sentir total perdida a respeito das coisas que sinto e que já senti.
Acho que o que mais me estressa é uma certa seqüência comum que minhas histórias possuem, sendo que, por mais que eu fuja, elas acabem entrando nesse mesmo círculo. Horrores de pessoas podem me falar que coisa semelhante acontece com elas, mas sério... Esses mesmos motivos sempre me perseguem, e eu tento correr deles, mas quanto mais eu corro... Mais na cara ele reaparce. Como um tapa. Daqueles que tu dá com gosto, enchendo a mão.
Honestamente, eu não sei mais para onde correr. Tô começando achar que é melhor eu ficar parada, já que eu sempre sou encontrada. Só torço pra que uma hora tudo mude já que, graças a Deus, esse meu lado Pollyanna eu nao largo, não.
quarta-feira, 21 de janeiro de 2009
Erica Jong'
Será mesmo que as mulheres são tão inteligentes assim? É uma das coisas que mais tenho pensado ultimamente, e a aparição dessa frase veio bem a calhar.
Por que a grande maioria das mulheres entram em histórias que são furadas anunciadas, ou que já não deram nada certo no passado e é sabido que não darão nada certo no futuro? Sempre fui muito dona de si, evitei ter grandes envolvimentos (e inclusive evitei envolver a minha família nas minhas histórias afetivas), e até certo ponto não sei o quanto isso não é um medo HORRENDO de quebrar a cara mais uma vez. Sim, covardia da minha parte, por não me permitir muitas vezes deixar rolar histórias que poderiam ser bem legais pra mim... Mas essas histórias que escuto praticamente todo dia de amigas minhas e que persistem por causa de uma maldita carência me apavoram mais do que a possibilidade de quebrar a cara, e algumas já me fizeram me afastar de possibilidades que surgiam. Maldito MEDO... Mas prefiro o medo a uma vida de tristezas homéricas e anunciadas.
segunda-feira, 19 de janeiro de 2009
Realmente...
2009 não tem sido em nada igual aos outros começos de ano. Fato. Melhor nem falar muito não, senão estraga!
Agora é focar nessa prova para a Prefeitura de POA (só 2040 inscritos pra Professor de Educação Física...) e no Mestrado...
2009, gooooooooooooooooooooooo!
domingo, 11 de janeiro de 2009
Ai ai ai...
Vamos é ver onde todas essas coisas inesperadas vão dar.
Fato.
quarta-feira, 7 de janeiro de 2009
Se cada dia cai
há um poço
onde a claridade está presa.
há que sentar-se na beira
do poço da sombra
e pescar luz caída
com paciência.
Pablo Neruda (Últimos Poemas)
segunda-feira, 5 de janeiro de 2009
Sobre 2009...
2008 foi um ano ótimo justamente porque já começou com algo que eu não esperava... E o ano foi uma sucessão de "momentos não-esperados": chamada pra assumir em Sapucaia, viagem pra um exterior perto, mas ainda assim exterior, aprovação no mestrado, uma espécie de "reencontro" com a minha profissão, uma maldita ou bendita lesão no pé (ainda avalio aquele entorce), amizades novas, amizades que voltaram, amizades que se reforçaram, amizades que se foram... Momentos bons e tristes que acabaram me marcando positivamente, deixando a rainha da baixa auto-estima um pouco mais confiante!
Torço pra que 2009 seja isso: muitos momentos maravilhosos, outros momentos não tão bons assim, mas necessários... Só que tudo isso SEM PLANEJAMENTOS!!!
Viva o deixar viver!
Depois do dia de ontem, meta para 2009: pensar menos e agir mais.
sexta-feira, 2 de janeiro de 2009
[Pablo Neruda]
Simplesmente um dos meus poetas preferidos!
FELIZ 2009!!
:D







