Em uma conversa com uma amiga, ela me falou de algumas de suas inquietações após algumas coisas que foram ditas a ela sobre o seu futuro: caminhos que ela deveria tomar, que ela deveria fugir, pessoas a serem evitadas, diversas coisas que foram faladas como verdades supremas, mas... No que ela realmente acredita? O que ela realmente pensa e quer para si? Nisso fiquei pensando: por que preferimos acreditar no que os outros nos dizem do que nas coisas que sentimos e acreditamos?
Tudo vem de encontro com a maldita necessidade de sermos aceitos. Já me peguei em diversas situações mudando comportamentos e ações por causa do que os outros poderiam pensar a meu respeito, e não ponderando as coisas que eu realmente queria para mim... A história da minha trajetória acadêmica segue nessa linha, visto que, por ter sido "criada em laboratório" dentro da Universidade nunca problematizei se as coisas realmente faziam sentido para mim, e seguia a seqüência que meus professores, que se dizem não-essencialistas, julgavam NATURAL. Quando me vi voltando à realidade escolar como professora de ensino fundamental e AMANDO muito isso tudo, eu sei que só consegui pensar: como eu pude negar aquilo que é tão simples? Eu fiz uma tatuagem na nunca que simboliza justamente isso, por crêr que as coisas mais grandiosas que buscamos estão nas coisas simples e... Eu me neguei por conta de um "status" que as pessoas no meu entorno acreditavam ser melhor pra mim!
Joguei um exemplo meu atual ligado à vida profissional para exemplificar isso, mas enxergo horrores de situações semelhantes em minha vida afetiva. Mais uma vez a crença de que se mudarmos o que somos, o outro continuará contigo... Só que a gente esquece que no geral as pessoas se encantam com o que viram a primeira vez! Aquele amontoado de qualidades E falhas que agora queremos consertar, mas que naquele momento foram o teu diferencial perante os outros... Melhorar o que somos, sempre, mas mudar radicalmente... Pra quê?
No meio de todo essa furacão que ainda passo, só agradeço aos céus o fato de eu ter a opção de uma segunda chance para reescrever a minha história. Crises e conflitos internos serão necessários nesse caminho de mudanças E aceitações, mas que pela primeira vez eu realmente consiga ponderar o que eu tenho que MUDAR e o que eu tenho que MANTER. Como disse antes, sou um amontoado de qualidades e falhas, mas não posso deixar somente as falhas falarem por mim... Sou muito mais que isso. Todos somos.
domingo, 6 de setembro de 2009
Assinar:
Postar comentários (Atom)

0 comentários:
Postar um comentário