... Mesmo que momentaneamente. Mas e a gente, qual o nosso real poder de mudar o que nos incomoda?
Tô num dia meio ajojada, acarentada, reflexiva demais, e colocar um som para ouvir até me fez ter cabeça para escrever. O fato é que odeio quando a solução para as coisas que me incomodam não estão nas minhas mãos, ou se estão ainda não enxerguei o caminho. Quero sempre ver as coisas darem certo, tanto pra mim quanto pros outros (e muitas vezes até acho que me esforço mais pelos outros que por mim), mas tenho percebido em mim uma certa falta de crença momentânea nas coisas... Sim, a Miss "Porta da Esperança" tá descrente. Tanto ando inquieta que não aguentei ficar toda a semana fora como tinha planejado, e acabei voltando pra agitação de Porto. Sabe a lógica do "cabeça vazia, morada do diabo"? Era como estava me sentindo em Maquiné, sem ter nada pra fazer em alguns momentos do dia... A solidão apertou demais, e percebi que não queria ficar sozinha naquele momento.
Uma vez assisti um filme brasileiro em que a atriz dizia para o ator, após ele dar um jeito de falar a todo instante, a seguinte frase: O silêncio te incomoda? Pois é, essa semana incomodou. E fez vir à tona coisas em mim que não tenho curtido... Acho que em parte é como um amigo disse, que quero sempre ter o controle das coisas, uma linha, uma base, uma direção nas minhas ações.
Bem, essa confusão toda só me mostra que preciso me mexer, definitivamente. O que eu posso, eu mudo, o que não posso... Me resta ter paciência e esperar que ou se resolvam com o tempo ou simplesmente passem.
domingo, 8 de fevereiro de 2009
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