sábado, 4 de abril de 2009

Real significação da beleza

- Nossa, Carol!! Tu emagreceu! Como tu tá linda!


Esse diálogo breve é o que mais tenho ouvido de uns tempos pra cá...

Sempre fui cheinha, mas cresci me achando a criatura mais obesa do mundo, mesmo pesando uns 15 quilos a menos em comparação aos dias de hoje. Essa distorção da minha imagem corporal se dava pelo mundo em que eu vivia: bailarina de jazz, vivia em espetáculos e festivais de dança, ao lado de bailarinas esquálidas que tornavam minha forma física de "mulher brasileira bem servida" comparada a um balão.

Larguei a dança aos 21 anos, e com o encerramento das pressões constantes para emagrecer, engordei... E bizarramente passei a me gostar muito mais, algo que eu não esperava! Dentro disso tudo, passei a perceber o encaminhamento que muitas coisas estavam dando na minha vida, e percebi que o que fazia me sentir mais bonita não era a minha forma, e sim a felicidade que andava transbordando de mim.

Atualmente, passei a emagrecer desde alguns acontecimentos do verão e, principalmente, após o retorno ao trabalho na escola. Calculo, por cima, uns 5, 6 quilos a menos... Não sinto a mínima vontade de comer em alguns momentos, e sei que isso é motivado por cansaço, desânimo para estudar pro mestrado e algumas sérias pendengas/confusões pessoais a resolver... E são nessas horas, onde horrores de pessoas aparecem dizendo que estou linda é que fico pensando: do que adianta uma certa "boniteza externa" se por dentro a batalha comigo mesma é dura demais e nada bela?

1 comentários:

Grazi disse...

mazzzaaaaa, vamo que vamo, e Carol, nem encana, tu é linda!
Beijo

 

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