Se tem um filme que eu sempre páro pra assistir (e deixem meu acento diferencial ali) quando vejo que está passando é "O diário de Bridget Jones". Acho sempre divertidíssimo, mesmo chegando ao ponto de eu saber as falas de algumas partes, e eu sempre tiro algo novo dele.
Comecei a assistir "O diário de Bridget Jones 2: no limite da razão" bem na cena em que ela está presa e recém tinha visto o Mark Darcy. Ao voltar pra cela, após um tratamento indiferente da parte dele, ela começa a falar como os homens são cruéis, insensíveis, monstros. Nisso, algumas tailandesas dão relatos de agressões sofridas por parte de seus companheiros, e ali a Bridget se dá por conta de quão boba foi, por levar demais em consideração pequenos "deslizes", como o fato dele dobrar as cuecas antes de dormir, ou não ter sentado ao seu lado em um jantar de gala.
Aí que está o X da questão: até que ponto não pensamos demais em coisas bobas e vivemos de menos?
Perdemos muito tempo pensando nas melhores ações, nas formas com que podemos não nos magoar e não magoar quem gostamos, nos caminhos que teriam sido trilhados caso algumas decisões fossem tomadas de forma diferente, nos estressando com bobagens diárias que poderiam ser tiradas de letra... Maldita racionalidade exacerbada que nos assola!
Sei que muito disso é reflexo do imenso medo que temos de sofrer nesse caminho todo, mas... Será que não tá na hora de começarmos a REALMENTE nos doarmos mais para as histórias que vivemos?
domingo, 10 de maio de 2009
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