sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Coisas que rondaram (ou ainda rondam) o meu 2009

Esse ano tem sido de imensas mudanças de paradigmas. IMENSAS. MUITO³³. E me impressiono como esse final de ano tem me gerado diversos momentos de pensamentos sem fim, analisando, analisando, analisando...

Chego a me dar por conta que perdi tempo demais com coisas que não me enchiam o peito de satisfação em fazê-las. Em outras palavras, que me dessem tesão mesmo. E no fim, depois de algumas conversas, resolvi listar algumas delas, na tentativa de não cair no mesmo erro de não me ouvir novamente, porque, no geral, a gente sempre sabe...


1. Idealizei um futuro acadêmico para mim. Idealizei mesmo, fantasia extrema. E deixei de me dar por conta por um longo tempo que o visível estava aos meus olhos: Eu não tinha convicção do porquê eu estava ali. Aquilo não era a minha cara.

2. Desde o começo da faculdade eu me negava a sequer cogitar a possibilidade de ser professora de escola, e olhem no que deu: uma professora meio doida (que até problemas afetivos dos alunos resolve), mas completamente apaixonada pelo que faz mesmo com todas as crises educacionais existentes...

3. Muitas vezes me joguei para segundo plano profissionalmente, me achando só cheia de boa vontade, porém incapaz. Hoje coordeno um programa do Governo Federal na escola e ainda estou programada para assumir outra coordenação geral, de um programa mais foda ainda.

4. Em todos os relacionamentos que tive, sempre acreditei que todas as falhas fossem minhas, Todas. Tipo, todas MESMO. Baixa auto-estima faz isso com as pessoas. Hoje em dia não tenho a melhor auto-estima do mundo (ainda me boicoto, sei disso), mas já aprendi a lição de que em uma relação tudo é 50%-50%: saber que não fudeste com tudo sozinha já é um alívio pra mente.

5. Ainda sou muito inocente... Acredito demais nas pessoas, talvez mais do que elas acreditem nelas mesmas. Por acreditar demais... Me decepciono em dobro. Isso sei que ainda não consegui mudar nadica, mas ao mesmo tempo acho isso positivo: não sei se viveria tranquila achando que ninguém presta, criando muros em todos os relacionamentos. Acredito que ser inocente é o meu maior defeito e minha maior qualidade.

Essas coisas que listei provam que conseguimos deixar problemas menores nos dominarem de uma forma que esquecemos de priorizar as coisas simples, porém significativas e realmente transformadoras em nossas vidas.








[Sim, pois por mais que fique deprimida em alguns momentos ainda continuo sendo a velha Pollyanna de sempre e tendo esperança em tudo. Graças a Deus!]

terça-feira, 24 de novembro de 2009

Principal constatação do dia

Por que nossos braços não são mais flexíveis para que consigamos lavar direito nossas costas?

Pra nos provar todo dia que plenamente sozinhos não servimos para nada. Fazemos o básico sozinhos, mas em algum momento sempre precisamos de uma mãozinha.


Podem chamar de filosofia tosca, mas hoje isso me fez um sentido do caramba! =P

domingo, 22 de novembro de 2009

"My blueberry nights"


Sabem sensação de dejavú? Aquela coisa que nos bate, e que do nada percebemos que a cena nos é familiar, mas não sabemos de onde? Hoje foi um dia repleto de sensações do tipo para mim, mas as coisas dentro de mim se potencializaram depois de assistir o filme "My Blueberry nights".

Esse filme já foi lançado há um bom tempo, e nunca o vi. Nunca fui atrás, nunca me interessei, simplesmente nunca tive curiosidade em vê-lo. Mas, após assisti-lo hoje, acho que fiz uma das melhores escolhas que poderia ter feito, visto que ele caiu como uma luva para as coisas que sinto atualmente. Entre as passagens que mais me tocaram, vai abaixo a transcrição da cena em que Elizabeth (Norah Jones) vai à procura de seu ex-namorado para se despedir dele, mas não consegue.

Como se pode dizer adeus a alguém com quem não se imagina viver sem?
Não disse adeus.
Não disse nada.
Só fui embora.
No final dessa noite, decidi ir pelo caminho mais longo para atravessar a rua.

Essa cena em especial me gerou uma espécie de angústia, por me lembrar de posicionamentos afetivos que vivo reafirmando em minha mente, em meu cotidiano, mas cada vez sinto essas convicções com menos força. Sabe quando as coisas não parecem partir realmente de ti? Pois é. Me sinto falsa, uma fraude, e o pior: comigo mesma. É complicado se perceber com tantos sentimentos bons e não poder expô-los, presa numa carapuça que foi criada por alguém que muito levou na cabeça e um dia resolveu se proteger, e todos nós compramos a idéia por puro medo: de nos relacionarmos, de que os outros percebam que somos frágeis e que o ficamos ainda mais quando gostamos de alguém, de simplesmente corrermos o risco de levar um "não" na cara. E com isso me sinto enfraquecendo nas minhas decisões, correndo o risco imenso de me expor novamente e mais uma vez acabar magoada... Tô perdendo a carapuça que vesti. Como no texto que a Grazi escreveu hoje (no www.grozelix.blogspot.com), me sinto um daqueles bonecos do clipe do Chemical Brothers que ela se refere, mostrando algo por fora, mas escondendo o que há por dentro. Só que o que está por dentro tá berrando, e não posso e não quero deixar que isso venha à tona.

Cansei de me sentir uma fraude.

Mas preciso deixar as coisas voarem.

Ou seja: estou em busca do meu mei0-termo.

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Já que eu amo essa imagem...



... Ela vai com o desejo de um belíssimo começo de primavera para todos!

E que venha a estação mais legal do ano!



[só não entendo pq aqui eu não consigo fazer a imagem se mexer!]

Dica de som no dia da árvore


Mixtape novinha em folha do The Twelves para fruição auditiva aqui!

E vai também a dica do blog To Many Sebastians, com muitas músicas legais!


Enjoy!

domingo, 6 de setembro de 2009

Quintana

Voa um par de andorinhas, Fazendo verão. E vem uma vontade de rasgar velhas cartas, velhos poemas, velhas contas recebidas. Vontade de mudar de camisa, por fora e por dentro… Vontade… pata que esse pudor de certas palavras? Vontade de amar, simplesmente.


Mário Quintana in “Sapato florido”

Sobre aquilo que nos fazem acreditar...

Em uma conversa com uma amiga, ela me falou de algumas de suas inquietações após algumas coisas que foram ditas a ela sobre o seu futuro: caminhos que ela deveria tomar, que ela deveria fugir, pessoas a serem evitadas, diversas coisas que foram faladas como verdades supremas, mas... No que ela realmente acredita? O que ela realmente pensa e quer para si? Nisso fiquei pensando: por que preferimos acreditar no que os outros nos dizem do que nas coisas que sentimos e acreditamos?

Tudo vem de encontro com a maldita necessidade de sermos aceitos. Já me peguei em diversas situações mudando comportamentos e ações por causa do que os outros poderiam pensar a meu respeito, e não ponderando as coisas que eu realmente queria para mim... A história da minha trajetória acadêmica segue nessa linha, visto que, por ter sido "criada em laboratório" dentro da Universidade nunca problematizei se as coisas realmente faziam sentido para mim, e seguia a seqüência que meus professores, que se dizem não-essencialistas, julgavam NATURAL. Quando me vi voltando à realidade escolar como professora de ensino fundamental e AMANDO muito isso tudo, eu sei que só consegui pensar: como eu pude negar aquilo que é tão simples? Eu fiz uma tatuagem na nunca que simboliza justamente isso, por crêr que as coisas mais grandiosas que buscamos estão nas coisas simples e... Eu me neguei por conta de um "status" que as pessoas no meu entorno acreditavam ser melhor pra mim!

Joguei um exemplo meu atual ligado à vida profissional para exemplificar isso, mas enxergo horrores de situações semelhantes em minha vida afetiva. Mais uma vez a crença de que se mudarmos o que somos, o outro continuará contigo... Só que a gente esquece que no geral as pessoas se encantam com o que viram a primeira vez! Aquele amontoado de qualidades E falhas que agora queremos consertar, mas que naquele momento foram o teu diferencial perante os outros... Melhorar o que somos, sempre, mas mudar radicalmente... Pra quê?

No meio de todo essa furacão que ainda passo, só agradeço aos céus o fato de eu ter a opção de uma segunda chance para reescrever a minha história. Crises e conflitos internos serão necessários nesse caminho de mudanças E aceitações, mas que pela primeira vez eu realmente consiga ponderar o que eu tenho que MUDAR e o que eu tenho que MANTER. Como disse antes, sou um amontoado de qualidades e falhas, mas não posso deixar somente as falhas falarem por mim... Sou muito mais que isso. Todos somos.
 

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