domingo, 22 de novembro de 2009

"My blueberry nights"


Sabem sensação de dejavú? Aquela coisa que nos bate, e que do nada percebemos que a cena nos é familiar, mas não sabemos de onde? Hoje foi um dia repleto de sensações do tipo para mim, mas as coisas dentro de mim se potencializaram depois de assistir o filme "My Blueberry nights".

Esse filme já foi lançado há um bom tempo, e nunca o vi. Nunca fui atrás, nunca me interessei, simplesmente nunca tive curiosidade em vê-lo. Mas, após assisti-lo hoje, acho que fiz uma das melhores escolhas que poderia ter feito, visto que ele caiu como uma luva para as coisas que sinto atualmente. Entre as passagens que mais me tocaram, vai abaixo a transcrição da cena em que Elizabeth (Norah Jones) vai à procura de seu ex-namorado para se despedir dele, mas não consegue.

Como se pode dizer adeus a alguém com quem não se imagina viver sem?
Não disse adeus.
Não disse nada.
Só fui embora.
No final dessa noite, decidi ir pelo caminho mais longo para atravessar a rua.

Essa cena em especial me gerou uma espécie de angústia, por me lembrar de posicionamentos afetivos que vivo reafirmando em minha mente, em meu cotidiano, mas cada vez sinto essas convicções com menos força. Sabe quando as coisas não parecem partir realmente de ti? Pois é. Me sinto falsa, uma fraude, e o pior: comigo mesma. É complicado se perceber com tantos sentimentos bons e não poder expô-los, presa numa carapuça que foi criada por alguém que muito levou na cabeça e um dia resolveu se proteger, e todos nós compramos a idéia por puro medo: de nos relacionarmos, de que os outros percebam que somos frágeis e que o ficamos ainda mais quando gostamos de alguém, de simplesmente corrermos o risco de levar um "não" na cara. E com isso me sinto enfraquecendo nas minhas decisões, correndo o risco imenso de me expor novamente e mais uma vez acabar magoada... Tô perdendo a carapuça que vesti. Como no texto que a Grazi escreveu hoje (no www.grozelix.blogspot.com), me sinto um daqueles bonecos do clipe do Chemical Brothers que ela se refere, mostrando algo por fora, mas escondendo o que há por dentro. Só que o que está por dentro tá berrando, e não posso e não quero deixar que isso venha à tona.

Cansei de me sentir uma fraude.

Mas preciso deixar as coisas voarem.

Ou seja: estou em busca do meu mei0-termo.

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Já que eu amo essa imagem...



... Ela vai com o desejo de um belíssimo começo de primavera para todos!

E que venha a estação mais legal do ano!



[só não entendo pq aqui eu não consigo fazer a imagem se mexer!]

Dica de som no dia da árvore


Mixtape novinha em folha do The Twelves para fruição auditiva aqui!

E vai também a dica do blog To Many Sebastians, com muitas músicas legais!


Enjoy!

domingo, 6 de setembro de 2009

Quintana

Voa um par de andorinhas, Fazendo verão. E vem uma vontade de rasgar velhas cartas, velhos poemas, velhas contas recebidas. Vontade de mudar de camisa, por fora e por dentro… Vontade… pata que esse pudor de certas palavras? Vontade de amar, simplesmente.


Mário Quintana in “Sapato florido”

Sobre aquilo que nos fazem acreditar...

Em uma conversa com uma amiga, ela me falou de algumas de suas inquietações após algumas coisas que foram ditas a ela sobre o seu futuro: caminhos que ela deveria tomar, que ela deveria fugir, pessoas a serem evitadas, diversas coisas que foram faladas como verdades supremas, mas... No que ela realmente acredita? O que ela realmente pensa e quer para si? Nisso fiquei pensando: por que preferimos acreditar no que os outros nos dizem do que nas coisas que sentimos e acreditamos?

Tudo vem de encontro com a maldita necessidade de sermos aceitos. Já me peguei em diversas situações mudando comportamentos e ações por causa do que os outros poderiam pensar a meu respeito, e não ponderando as coisas que eu realmente queria para mim... A história da minha trajetória acadêmica segue nessa linha, visto que, por ter sido "criada em laboratório" dentro da Universidade nunca problematizei se as coisas realmente faziam sentido para mim, e seguia a seqüência que meus professores, que se dizem não-essencialistas, julgavam NATURAL. Quando me vi voltando à realidade escolar como professora de ensino fundamental e AMANDO muito isso tudo, eu sei que só consegui pensar: como eu pude negar aquilo que é tão simples? Eu fiz uma tatuagem na nunca que simboliza justamente isso, por crêr que as coisas mais grandiosas que buscamos estão nas coisas simples e... Eu me neguei por conta de um "status" que as pessoas no meu entorno acreditavam ser melhor pra mim!

Joguei um exemplo meu atual ligado à vida profissional para exemplificar isso, mas enxergo horrores de situações semelhantes em minha vida afetiva. Mais uma vez a crença de que se mudarmos o que somos, o outro continuará contigo... Só que a gente esquece que no geral as pessoas se encantam com o que viram a primeira vez! Aquele amontoado de qualidades E falhas que agora queremos consertar, mas que naquele momento foram o teu diferencial perante os outros... Melhorar o que somos, sempre, mas mudar radicalmente... Pra quê?

No meio de todo essa furacão que ainda passo, só agradeço aos céus o fato de eu ter a opção de uma segunda chance para reescrever a minha história. Crises e conflitos internos serão necessários nesse caminho de mudanças E aceitações, mas que pela primeira vez eu realmente consiga ponderar o que eu tenho que MUDAR e o que eu tenho que MANTER. Como disse antes, sou um amontoado de qualidades e falhas, mas não posso deixar somente as falhas falarem por mim... Sou muito mais que isso. Todos somos.

sábado, 5 de setembro de 2009

Videogame


Definitivamente, enduro é um dos meus jogos preferidos até hoje!



No mestrado tenho um colega que estuda como a concepção de inatividade do corpo ao se jogar videogame vem sendo radicalmente modificada com a criação do Nintendo Wii, e ontem tive a primeira experiência de ver pessoas jogando: cansaço, dores e suor, características atribuídas às práticas corporais e esportivas, apareciam em um jogo de videogame... Quando imaginaríamos que um console entraria para o "Mercado da vida ativa"?


A real é que ver aquela movimentação toda me deu saudade dos tempos em que eu passava madrugadas jogando Atari, Nintendo ou Mega Drive, videogames que eu tive aqui em casa na infância, e por conta disso resolvi procurar sites que disponibilizam jogos mais antigos para jogar no computador. Aí vão alguns "achados":

1. Jogos de Atari, com inúmeros clássicos para se jogar online;
2.
TOP 100 jogos de Nintendo NES para jogar no computador sem download;
3. Nintendo8.com, com clássicos da Nintendo na versão 8-bit;
4. Tocando.org, com dicas de como baixar rooms e emuladores para Mega Drive;
5. Sociedade Digital, com download de várias rooms de Mega Drive.


Divirtam-se!

Selo Blog de Ouro


Ganhei o selo Blog de Ouro! A Lu que me concedeu essa barra de ouro... Mal ela sonha que eu sempre imaginei ganhar uma dessas no programa Silvio Santos! hahahahaha!!

Valeu, shooshooa! Amei!


E agora... As regras:
A- Exibir o selo
B- Postar o link de quem lhe deu esse selo: Ideias Largadas
C- Indicar alguns blogs de sua preferência, para presenteá-los com tal selo:


D - Publicar as regras
 

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