segunda-feira, 13 de julho de 2009

Música

É impressionante o poder que a música tem: muda o humor, marca estilos, períodos, momentos marcantes de nossas vidas.

Desde pequena fui "musical", digamos assim... Meu lado bailarina me fez ter um ouvido bom para marcações de tempos, quebras musicais e detecção de algumas falhas, mas também fez ver o potencial que aquelas combinações de batidas possuíam. Ela me fazia vibrar, querer entrar no ritmo, me jogar ainda mais na batida. Meus irmãos foram os outros responsáveis pelas coisas que até hoje escuto, já que, na minha overdose de músicas infantis daquele período, eles que me mostraram os primeiros acordes de artistas que hoje em dia amo, como new order, depeche mode, madonna, the cure, entre muitos outros.

Passei por diversos modismos, assim como todo mundo, mas são as coisas que eu ouvia nos anos 80 que até hoje me marcam mais. Me lembro da 1ª vez que eu ouvi Stop!, do Erasure, num radinho indo para o serviço da minha mãe... Fiquei irritada porque tive que entrar no elevador e o rádio, obviamente, ficou sem sinal! Também me recordo do quanto dancei ao ouvir Pump up the jam, do Technotronic pela 1ª vez, em uma aula de jazz. Depois daquele dia, ouvia essa música à exaustão aqui em casa (não minha exaustão, e sim dos meus pais que não aguentavam mais aquele som berrando... hahahahaha). Justamente essas minhas tendências desse período é que me indicam muito do que curto hoje em dia, que me mostram com o quê vou endoidar em uma festa. E foram justamente as duas últimas festas que fui que me fizeram pensar em como a música muda o momento.


Amnésia - Cabaret do Beco - 09/07/2009



Durante um período da festa tive a oportunidade de subir junto ao DJ que estava tocando... Subi para fazer folia, dançar junto ali em cima, mas no meio da coisa comecei a ouvir a música que tocava. Olhei para a lista de possibilidades e vi que a batida de uma que eu queria encaixava. Pedi. Ele tocou. O povo dançou. Fiz isso mais uma vez. Again. And again. And again... No total escolhi seis músicas, e saí lá de cima faceira, pois não tinha esvaziado a pista! hahahhaahaha! Fiz as pessoas curtirem aquele momento, e isso foi legal.


NEON@Cabaret do Beco - 11/07/2009



A NEON efetivamente é a minha festa preferida, e mais uma vez, neste sábado, se provou o porquê: saí do Cabaret às 7h da manhã, meio contrariada, pois mesmo com as dores nos pés queria continuar dançando. Nunca uma NEON é igual à outra, e principalmente as atrações de fora, com o melhor que temos na cena nacional (e internacional aka. Greg Wilson) que dão o diferencial à festa. Se bem que... Os méritos do bom som foram todos dos residentes Cevallos e Ka-hara nessa última edição! xD



Resumo da ópera, depois de tanto falar em um dos textos mais prolixos que já escrevi... ahhaahahahahahaa: a música mais uma vez salvou meu fim de semana. Mesmo com todo o cansaço que noitadas geram, comecei a semana RENOVADA. Já baixei quilos de mp3's hoje, fora alguns álbuns que amo e perdi com essa pane no meu desktop. Mas o que bem sei é que me conforta saber que sempre quando as coisas apertam, sempre existe uma batida que ajuda a te salvar. ;)

quinta-feira, 2 de julho de 2009

Religião

Tive uma formação católica apostólica romana: fui batizada, fiz comunhão, crisma, participava de movimento de jovens cristãos e tudo o mais... Até que em um momento nada mais fez tanto sentido assim pra mim, e acabei me tornando meio agnóstica. A única lembrança de momentos religiosos boas que me lembro não vêm da Igreja, e sim de uma casa espírita kardecista que minha mãe me levava.

Minha mãe diz que sou mais espiritualizada do que eu mesma imagino, e em alguns momentos também acho isso. Crença religiosa é o tipo de coisa que muitas vezes questionamos e paramos pra refletir qual o real sentido... Mas tem que ter realmente algum sentido?


Hoje foi aniversário de 30 anos da escola que eu trabalho, e para celebrar, entre outras atividades, foi celebrada uma missa. No começo me irritei por coisas pequenas que aconteceram, como a insinuação de que o fato de eu tocar Michael Jackson a pedido dos alunos fosse uma tremenda heresia: "Carol, desliga isso, o padre chegou, pelamordedeus!" era o que eu ouvia, e a única resposta que tive tempo de dar foi "e desde quando que música não é celebração da vida também?". Pra mim religião alguma tem sentido se não tiver a vida como foco... E no fim isso ficou marcado em mim.


Entre tantas passagens bíblicas lidas, músicas cantadas, comunhão, e assim vai, continuava vendo tudo como algo totalmente sem sentido. Nada me tocava. Nada. Mas duas situações aconteceram e uma delas quase me fez chorar... A primeira foi uma aluna, evangélica, que parou ao meu lado e começou a cantar um dos hinos. Ela tem uma voz maravilhosa, e mesmo achando a letra não tão boa quanto as da Igreja que ela frequenta, ela cantava. Cantava do meu lado, baxinho, pois tem vergonha que os outros escutem a voz dela. Ela tem uma história de vida horrenda, que faria qualquer um se largar, mas não: na crença em algo divino é que ela encontrou forças pra tocar o barco, e assim o faz muito bem, obrigado! Até que ponto todos nós não tocamos o barco também por no fundo acreditarmos em algo maior?


Depois aconteceu um momento que eu considero clichê nesse tipo de eventos escolares, que é tocar a "oração da família", do Padre Zezinho. Fui até o notebook, dei play na música e saí para o canto. Só que eu não esperava a cena que eu iria assistir: Uma mulher, com uma criança que tem um mês (sei porque dei a vacina de paralisia infantil para ele), olhava o filho o chorava... Nisso, o marido quando percebeu o choro da mulher se emocionou também. Eles mostraram ali que acreditam em um algo maior chamado família, um algo concreto, e não um algo "hipotético".

Por que simplesmente não passamos a acreditar mais em nós mesmos e nas pessoas que nos amam e nos rodeiam? Por que não acreditamos que as coisas boas da vida, que nos dão prazer, que nos fazem rir podem ser formas de celebrarmos o que temos e que não sabemos até quando vamos ter? Acho que religião acaba sendo um assunto tão complicado pra mim por não ver tanto sentido em pensar e crêr no que pode ser. Acho que se cada um depositasse essa fé um pouquinho em si, as coisas funcionariam muito melhor.

quinta-feira, 25 de junho de 2009

R.I.P. Michael Jackson...

Sou fã do Michael Jackson desde pequena: ícone pop, principalmente na década de 80, era impossível ir em alguma festinha e não ter alguém tentando imitar o seu moonwalking ou algum trejeito ao som do refrão "Who's Bad?!". E eu, ainda mais, vivia ouvindo Michael, já que ele por um bom tempo era a trilha sonora das minhas aulas de Jazz, por conta da batida que te fazia se mexer por si só.

Década de 90. Não surgiram mais tão boas músicas dele como nos 80's... Foram se acumulando escândalos... Embranquecimento... Diminuição do nariz... Mas nada disso diminuiu em momento algum o título de Rei do Pop.

Havia passado um certo tempo sem ouvi-lo, mas desde 2007 voltei a procurar o som dele com mais frequencia após ser embalada em uma festa com "Rock with you": música que chega a me dar uma sensação de levitação quando a escuto de olhos fechados. Hoje em dia ele é presença obrigatória no meu player, é meu principal companheiro nas viagens de trem diárias.

Ouvir sobre a morte dele me soou meio bizarro: é estranho ver teus ídolos morrerem. Tu espera que muita gente vá antes, mas não o cara que cresceu profissionalmente com a tua geração (que nesse momento literalmente crescia). Admiro demais o trabalho dele nos antigamentes, é triste pensar nas coisas que ele passou (tanto que estava já deformado agora no final da sua vida), mas... Acho que ele ganhou o descanso dele.


ps: O doido é que piadas surgem aos montes agora... E não nego que por conta da história dele, tudo é uma piada pronta. Mas a melhor foi: Michael Jackson morreu, mas Madonna viu Jesus primeiro! =P

quarta-feira, 24 de junho de 2009

Do José Saramago

«A viagem não acaba nunca. Só os viajantes acabam. E mesmo estes podem prolongar-se em memória, em lembrança, em narrativa. Quando o viajante se sentou na areia da praia e disse: “Não há mais que ver”, sabia que não era assim. O fim da viagem é apenas o começo doutra. É preciso ver o que não foi visto, ver outra vez o que se viu já, ver na Primavera o que se vira no Verão, ver de dia o que se viu de noite, com sol onde primeiramente a chuva caía, ver a seara verde, o fruto maduro, a pedra que mudou de lugar, a sombra que aqui não estava. É preciso voltar aos passos que foram dados, para os repetir, e para traçar caminhos novos ao lado deles. É preciso recomeçar a viagem. Sempre. O viajante volta já.»

Perdas e ganhos

Há alguns dias ando me lembrei do livro da Lia Luft com esse título, e na real nem procurei o livro pra reler... O título me bastou pra me fazer pensar.

Nessa segunda-feira removi um incômodo de meses da minha vida: um dente. O siso. É, como alguns dizem, perdi o juízo de vez. O doido desses momentos é o olhar pro entorno e ver quem está do teu lado... E muito feliz fiquei em ver que os ganhos foram muitos, e no quanto posso me sentir abençoada por ter pais, amigos e alunos tão carinhosos.

Só que a perda de um dente, uma coisa boba até, me fez ficar pensando nas perdas e nos ganhos ao longo da vida, e no quanto elas são necessárias para que possamos crescer e enxergar as coisas por outro prisma.

Tive uma ruptura complicada no ano passado. Não me arrependo da minha atitude de me afastar, até porque justamente isso me trouxe um universo de pessoas e aprendizagens maravilhosas. Me conheço mais, sei melhor com quem posso contar, sei muito melhor o que quero, minhas concepções de amizades mudaram e até o fato de em alguns momentos estar me sentindo mais frágil tem me sido positivo, pois eu não sou a rocha impenetrável que as pessoas muitas vezes acreditam que eu seja por sempre procurar estar alegre. É, já dizia o Wander Wildner, "eu não consigo ser alegre o tempo inteiro", só que vejo que aos olhos dos outros, é isso que aparento ser SEMPRE. Sou feliz, sim, não tenho do que reclamar da minha vida, mas também tenho minhas quedas em alguns momentos. Bem, prefiro ser vista como a constantemente alegre do que como a constantemente depressiva, isso é fato.

Mas é justamente a ruptura do ano anterior que tá fazendo lidar melhor com a ruptura que passo há quase um mês. Putz, quase um mês... Acho que foi a primeira vez que me dei por conta do tempo que já passou! E aí vem o principal: a vida passa, ganhamos em muitos momentos, perdemos em muitos outros, mas dificilmente paramos pra olhar pra trás e realmente avaliarmos nossas falhas em todos os processos, para efetivamente mudarmos o que queremos. Deixamos nosso orgulho tomar conta ao invés de simplesmente resolvermos aquilo que nos atormenta. Deixamos, principalmente, que o medo de ouvir o que não queremos tome mais conta ainda da situação. Assim, aquilo que já foi numa grande perda acaba se tornando uma perda ainda maior... Os mal-entendidos tomam conta de tudo de vez... E as coisas legais se perdem.

Em inúmeras conversas com a Mel e, principalmente, em uma conversa com o Enzo no fone, no final de semana, me caiu a ficha de que não quero ver mais coisas legais se perderem. E já decidi que a minha parte vou fazer na primeira oportunidade que eu tiver. Preciso disso... Preciso somente saber que tentei ajeitar tudo... Mesmo que muitas coisas tenham se perdido nesse caminho... Mas não quero ficar com essa sensação de decepção. E não vou.


Thanks Enzo, Mel, Rê, Lu, Tássia, Li e Ulisses pelos "ouvidos feitos de penico"! ^^
Thanks pai e mãe, pelo amor e cuidado.

terça-feira, 16 de junho de 2009

IF you can keep your head when all about you
Are losing theirs and blaming it on you,
If you can trust yourself when all men doubt you,
But make allowance for their doubting too;
If you can wait and not be tired by waiting,
Or being lied about, don't deal in lies,
Or being hated, don't give way to hating,
And yet don't look too good, nor talk too wise:
If you can dream - and not make dreams your
If you can dream - and not make dreams your master;
If you can think - and not make thoughts your aim;
If you can meet with Triumph and Disaster
And treat those two impostors just the same;
If you can bear to hear the truth you've spoken
Twisted by knaves to make a trap for fools,
Or watch the things you gave your life to, broken,
And stoop and build 'em up with worn-out tools:
If you can make one heap of all your winnings
And risk it on one turn of pitch-and-toss,
And lose, and start again at your beginnings
And never breathe a word about your loss;
If you can force your heart and nerve and sinew
To serve your turn long after they are gone,
And so hold on when there is nothing in you
Except the Will which says to them: 'Hold on!'
If you can talk with crowds and keep your virtue,
' Or walk with Kings - nor lose the common touch,
if neither foes nor loving friends can hurt you,
If all men count with you, but none too much;
If you can fill the unforgiving minute
With sixty seconds' worth of distance run,
Yours is the Earth and everything that's in it,
And - which is more - you'll be a Man, my son!


Eu não sei qual a origem, mas essa imensa mensagem me veio de um amigo querido por demais e que tá me dando a maior força nesse momento tenso...

Aliás, muitos amigos tem me dado muita força, mas essa mensagem dele foi inesperada!

É sempre muito bom saber que temos gente do nosso lado.

^^

terça-feira, 9 de junho de 2009

"A gente só se equilibra em movimento."
Guacira Lopes Louro, no livro "Um corpo estranho"

Eita frase com MUITO sentido, viu? ^^
 

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