quinta-feira, 25 de junho de 2009

R.I.P. Michael Jackson...

Sou fã do Michael Jackson desde pequena: ícone pop, principalmente na década de 80, era impossível ir em alguma festinha e não ter alguém tentando imitar o seu moonwalking ou algum trejeito ao som do refrão "Who's Bad?!". E eu, ainda mais, vivia ouvindo Michael, já que ele por um bom tempo era a trilha sonora das minhas aulas de Jazz, por conta da batida que te fazia se mexer por si só.

Década de 90. Não surgiram mais tão boas músicas dele como nos 80's... Foram se acumulando escândalos... Embranquecimento... Diminuição do nariz... Mas nada disso diminuiu em momento algum o título de Rei do Pop.

Havia passado um certo tempo sem ouvi-lo, mas desde 2007 voltei a procurar o som dele com mais frequencia após ser embalada em uma festa com "Rock with you": música que chega a me dar uma sensação de levitação quando a escuto de olhos fechados. Hoje em dia ele é presença obrigatória no meu player, é meu principal companheiro nas viagens de trem diárias.

Ouvir sobre a morte dele me soou meio bizarro: é estranho ver teus ídolos morrerem. Tu espera que muita gente vá antes, mas não o cara que cresceu profissionalmente com a tua geração (que nesse momento literalmente crescia). Admiro demais o trabalho dele nos antigamentes, é triste pensar nas coisas que ele passou (tanto que estava já deformado agora no final da sua vida), mas... Acho que ele ganhou o descanso dele.


ps: O doido é que piadas surgem aos montes agora... E não nego que por conta da história dele, tudo é uma piada pronta. Mas a melhor foi: Michael Jackson morreu, mas Madonna viu Jesus primeiro! =P

quarta-feira, 24 de junho de 2009

Do José Saramago

«A viagem não acaba nunca. Só os viajantes acabam. E mesmo estes podem prolongar-se em memória, em lembrança, em narrativa. Quando o viajante se sentou na areia da praia e disse: “Não há mais que ver”, sabia que não era assim. O fim da viagem é apenas o começo doutra. É preciso ver o que não foi visto, ver outra vez o que se viu já, ver na Primavera o que se vira no Verão, ver de dia o que se viu de noite, com sol onde primeiramente a chuva caía, ver a seara verde, o fruto maduro, a pedra que mudou de lugar, a sombra que aqui não estava. É preciso voltar aos passos que foram dados, para os repetir, e para traçar caminhos novos ao lado deles. É preciso recomeçar a viagem. Sempre. O viajante volta já.»

Perdas e ganhos

Há alguns dias ando me lembrei do livro da Lia Luft com esse título, e na real nem procurei o livro pra reler... O título me bastou pra me fazer pensar.

Nessa segunda-feira removi um incômodo de meses da minha vida: um dente. O siso. É, como alguns dizem, perdi o juízo de vez. O doido desses momentos é o olhar pro entorno e ver quem está do teu lado... E muito feliz fiquei em ver que os ganhos foram muitos, e no quanto posso me sentir abençoada por ter pais, amigos e alunos tão carinhosos.

Só que a perda de um dente, uma coisa boba até, me fez ficar pensando nas perdas e nos ganhos ao longo da vida, e no quanto elas são necessárias para que possamos crescer e enxergar as coisas por outro prisma.

Tive uma ruptura complicada no ano passado. Não me arrependo da minha atitude de me afastar, até porque justamente isso me trouxe um universo de pessoas e aprendizagens maravilhosas. Me conheço mais, sei melhor com quem posso contar, sei muito melhor o que quero, minhas concepções de amizades mudaram e até o fato de em alguns momentos estar me sentindo mais frágil tem me sido positivo, pois eu não sou a rocha impenetrável que as pessoas muitas vezes acreditam que eu seja por sempre procurar estar alegre. É, já dizia o Wander Wildner, "eu não consigo ser alegre o tempo inteiro", só que vejo que aos olhos dos outros, é isso que aparento ser SEMPRE. Sou feliz, sim, não tenho do que reclamar da minha vida, mas também tenho minhas quedas em alguns momentos. Bem, prefiro ser vista como a constantemente alegre do que como a constantemente depressiva, isso é fato.

Mas é justamente a ruptura do ano anterior que tá fazendo lidar melhor com a ruptura que passo há quase um mês. Putz, quase um mês... Acho que foi a primeira vez que me dei por conta do tempo que já passou! E aí vem o principal: a vida passa, ganhamos em muitos momentos, perdemos em muitos outros, mas dificilmente paramos pra olhar pra trás e realmente avaliarmos nossas falhas em todos os processos, para efetivamente mudarmos o que queremos. Deixamos nosso orgulho tomar conta ao invés de simplesmente resolvermos aquilo que nos atormenta. Deixamos, principalmente, que o medo de ouvir o que não queremos tome mais conta ainda da situação. Assim, aquilo que já foi numa grande perda acaba se tornando uma perda ainda maior... Os mal-entendidos tomam conta de tudo de vez... E as coisas legais se perdem.

Em inúmeras conversas com a Mel e, principalmente, em uma conversa com o Enzo no fone, no final de semana, me caiu a ficha de que não quero ver mais coisas legais se perderem. E já decidi que a minha parte vou fazer na primeira oportunidade que eu tiver. Preciso disso... Preciso somente saber que tentei ajeitar tudo... Mesmo que muitas coisas tenham se perdido nesse caminho... Mas não quero ficar com essa sensação de decepção. E não vou.


Thanks Enzo, Mel, Rê, Lu, Tássia, Li e Ulisses pelos "ouvidos feitos de penico"! ^^
Thanks pai e mãe, pelo amor e cuidado.

terça-feira, 16 de junho de 2009

IF you can keep your head when all about you
Are losing theirs and blaming it on you,
If you can trust yourself when all men doubt you,
But make allowance for their doubting too;
If you can wait and not be tired by waiting,
Or being lied about, don't deal in lies,
Or being hated, don't give way to hating,
And yet don't look too good, nor talk too wise:
If you can dream - and not make dreams your
If you can dream - and not make dreams your master;
If you can think - and not make thoughts your aim;
If you can meet with Triumph and Disaster
And treat those two impostors just the same;
If you can bear to hear the truth you've spoken
Twisted by knaves to make a trap for fools,
Or watch the things you gave your life to, broken,
And stoop and build 'em up with worn-out tools:
If you can make one heap of all your winnings
And risk it on one turn of pitch-and-toss,
And lose, and start again at your beginnings
And never breathe a word about your loss;
If you can force your heart and nerve and sinew
To serve your turn long after they are gone,
And so hold on when there is nothing in you
Except the Will which says to them: 'Hold on!'
If you can talk with crowds and keep your virtue,
' Or walk with Kings - nor lose the common touch,
if neither foes nor loving friends can hurt you,
If all men count with you, but none too much;
If you can fill the unforgiving minute
With sixty seconds' worth of distance run,
Yours is the Earth and everything that's in it,
And - which is more - you'll be a Man, my son!


Eu não sei qual a origem, mas essa imensa mensagem me veio de um amigo querido por demais e que tá me dando a maior força nesse momento tenso...

Aliás, muitos amigos tem me dado muita força, mas essa mensagem dele foi inesperada!

É sempre muito bom saber que temos gente do nosso lado.

^^

terça-feira, 9 de junho de 2009

"A gente só se equilibra em movimento."
Guacira Lopes Louro, no livro "Um corpo estranho"

Eita frase com MUITO sentido, viu? ^^

segunda-feira, 8 de junho de 2009

You don't have a clue - Röyksopp

AMO essa música... Melodia, Letra, tudo!



It's late in the night, dancing is done
The music has died, you're ready to run

But you don't have a clue, this party hasn't ended yet
Not for me and you, now you're just pretending

You're hiding from yourself,
Yes you are, yes you are
Like golden rays of sun in the cloud

We're meant to be one, I know we are
If I am the sky, then you are my star

Hey you don't have a clue, this party never ended
Not for me and you, I know you're just pretending

You're hiding from yourself,
Yes you are, yes you are
Like golden rays of sun in the cloud

I will make you see
Haven't you got, haven't you got it yet?
Just lay down for a while, next to me

Didn't mean to make you panic, didn't mean to put you off
Baby it's the way that you've got me
I listen to my heart and it takes you high
And you ask me how, can I show you how?
I need your love right now, now, now.
Oh, oh.

domingo, 7 de junho de 2009

Essa coisa de dois...

Tô em um daqueles dias que acho que tenho muito a escrever e, ao mesmo tempo, me faltam as palavras... Uma vez li num poema no ônibus que o silêncio é a presença de todas as palavras, e creio que seja por isso que o que me é claro me foge à boca agora. Só sei que é doido como uma pessoa dá a dimensão que quer às interpretações sobre o outro. Se segura em informações pequenas e as acaba transformando no "problema da vida dela". E é mais doido ainda como muitas vezes pautamos nossos pensamentos no que achamos, sem irmos às vias de fato para compreendermos se nossa lógica de raciocínio está certa.

As palavras me fogem por saber de más interpretações da minha parte frente a algumas atitudes. Sinais errados que via antigamente e que, mesmo não os vendo mais há um bom tempo, eles são colocados à exposição como se ainda fossem um pensamento meu. Provavelmente as palavras me faltam por me sentir incompreendida. Por perceber que alguns de meus pensamentos/"gostares"/ações acabaram sendo apontados como coisas fúteis e egoísta da minha parte. Justo eu, a pessoa que tem como IMENSO defeito pensar mais nos outros que em mim... Que tenta viver a vida de uma forma meio Pollyanna, não fugindo dos meus problemas, mas não querendo que eles dominem a minha vida, as coisas que verdadeiramente me fazem sentido.

Tá na hora de corrigir isso.

Na marra.

Como tirar um esparadrapo.

É, imenso defeito meu querer tentar ser feliz.
 

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